Chegou como
sussurro a morder as orelhas e germinando por todas as extremidades, surgiram raízes
nos pulsos, tornozelos, costelas e pescoço.
A Flor era
regada com saliva e adubada pela carne do Corpo, enquanto ele trazia o oxigênio
a ela.
E no
interior ela continuava a dançar, enroscando-se na coluna cervical de maneira
tão sutil que fazia cócegas. Mesmo engolindo não mastigava, pois dividiam o
mesmo lar.
Por fim, veias
e vasos condutores fundiram-se, e já não é o esqueleto que sustenta, é o caule.
Ana Mendes


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