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Ana Paula Mendes de Oliveira: Ana. Existe outra além dessa carapaça que vos fala e isso que enxergas! obs: sem compromisso com a gramática

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

diário sonho 15/06/17 crianças

carrego uma caixa com utensílios, meus olhos se descolam para um roda, estou envolta por crianças, tenho a sensação de que eram crianças, pois as vi brincando, cada qual leva algo de mim. o chão era batido, era noite e a luz do poste laranja. peço que me devolvam os objetos, alguns atende meu pedido, outros permanecem com eles. sugiro ao suposto líder que lutemos - tenho a sensação que somos do mesmo tamanho, mas não sei se sou eu a criança ou eles que são adultos - eles queriam lutar ali mesmo, num chão de terra batida e pedras à mostra. como supus que eles estavam acostumados aquela superfície, peço para que procuremos outro lugar. encontro na esquina da casa de cor verde piscina, depois de uma árvore, areia macia, solta como de uma praia. os  olhos de descolam para nós deitados no chão, com as pernas penduradas sobre a calçadinha, não sei se ouvíamos histórias ou olhávamos estrelas, mas ambos, eu e o tal líderzinho, ao meu lado, nos masturbávamos. 


domingo, 2 de abril de 2017

o dia na carne:
poesia é uma busca
desesperada por si mesma
de pulsos rasgados de tanto pular muros
arremessando o chumbo de viver
um dia de cada vez...


ana mendes

com o rosto...

com o rosto lavado de coragem choro
sopro em suas mãos o vapor de uma saudade longínqua 
babyblues, eu a amo e isso não tem volta...



ana mendes

sexta-feira, 31 de março de 2017

a luz quente...

a luz quente
teus átomos pousam
sobre meus olhos:
silentes tímidos e macios
como teu riso

ana mendes

sonho 31/03/17

sonhei primitiva: o couro dos bichos pesam sobre meus ombros, tudo é aflito, nas mãos, carne e ossos, cozinhados; as imagens oscilam para uma rua de asfalto, nela, um falso conforto e a farsa tranquilidade de luz baixa, enquanto no peito, o mesmo caos dos antigos: a busca de algo.



ana mendes

domingo, 26 de março de 2017

(...)

o silêncio é sempre de algo que não sou 
e a saudade é uma distância no peito:
ela
é curta
e precisa





ana mendes

sábado, 25 de março de 2017

25/03/17

sonhei que o mar estava aterrado de ruínas e ainda assim seu fluxo arrastava escombros ao sentido esquerdo. eu era consciência suspensa a contemplar destroços.

ana mendes

bubuia

colho o mundo com as pálpebras
ouvindo a força dos meus olhos
no silêncio das águas

ana mendes

segunda-feira, 13 de março de 2017

eu poderia...

eu lhe escreveria sobre os quadris
o susto pelo carinho do teu olho
e o quanto egocêntrica fui: mas
é de zelo o meu silêncio


            ana mendes

domingo, 15 de janeiro de 2017