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Ana Paula Mendes de Oliveira: Ana. Existe outra além dessa carapaça que vos fala e isso que enxergas! obs: sem compromisso com a gramática

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domingo, 2 de abril de 2017

o dia na carne:
poesia é uma busca
desesperada por si mesma
de pulsos rasgados de tanto pular muros
arremessando o chumbo de viver
um dia de cada vez...


ana mendes

com o rosto...

com o rosto lavado de coragem choro
sopro em suas mãos o vapor de uma saudade longínqua 
babyblues, eu a amo e isso não tem volta...



ana mendes

sexta-feira, 31 de março de 2017

a luz quente...

a luz quente
teus átomos pousam
sobre meus olhos:
silentes tímidos e macios
como teu riso

ana mendes

sonho 31/03/17

sonhei primitiva: o couro dos bichos pesam sobre meus ombros, tudo é aflito, nas mãos, carne e ossos, cozinhados; as imagens oscilam para uma rua de asfalto, nela, um falso conforto e a farsa tranquilidade de luz baixa, enquanto no peito, o mesmo caos dos antigos: a busca de algo.



ana mendes

domingo, 26 de março de 2017

(...)

o silêncio é sempre de algo que não sou 
e a saudade é uma distância no peito:
ela
é curta
e precisa





ana mendes

sábado, 25 de março de 2017

25/03/17

sonhei que o mar estava aterrado de ruínas e ainda assim seu fluxo arrastava escombros ao sentido esquerdo. eu era consciência suspensa a contemplar destroços.

ana mendes

bubuia

colho o mundo com as pálpebras
ouvindo a força dos meus olhos
no silêncio das águas

ana mendes

segunda-feira, 13 de março de 2017

eu poderia...

eu lhe escreveria sobre os quadris
o susto pelo carinho do teu olho
e o quanto egocêntrica fui: mas
é de zelo o meu silêncio


            ana mendes

domingo, 15 de janeiro de 2017

sábado, 14 de janeiro de 2017

escrever poemas é...

13.01.17

escrever poemas é um eterno pique esconde
de enxergar o olho ocultar o choro
o desvelar em saber que

vejo o que quero me faz aleatória covarde oca
que me enverga a acalma de sentir
quem está diante de mim e isso amedronta...
como se as pessoas desejassem alg (v) o
que eu nunca poderei suprir e vice-versa viver
na superfície de si não me apraz mais a alheação
é um limbo
e disso estou exausta aspiro chegar
ao lugar nenhum do fundo das coisas
e ouvir embora temer o afogue e
a dissipação do que não sei enquanto
despetalar pálpebras cultivar balões
trilhar o caminho lasso dos buracos do que é invisível
entretantos palpáveis...
o que vês?

Ana Mendes

umbigolimbo

05.01.16

umbigo limbo na rasteja da superfície 
almeja quedar no fundo das coisas
nas quais a aporia é sua morada
e após tamanha entrega
na bubuia do útero mar
redenção àbeleza
inútil de ser
ela

Ana Mendes