Farei da escrita a meditação dessa noite.
Estive em carne viva
Por um instante-mês:
Um pouco demais
era o muito do nada
que escalpelou-me.
Na escrita não há anestesia.
Trago até o fim
o que se tem para sentir.
Abandono o mentir,
e a dormência da constância
E absorvo a tontura dessa noite
ao ouvir...
Em minha memória
Acendo uma vela:
Ela derrete em minhas mãos
Lentamente...
A cera quente e líquida
É a costura da ferida.
Ana Mendes

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