Do macio do teu osso
faço travesseiro.
Tiro som das tuas clavículas
costelas e oblíquos
para ecoar no silêncio do teu corpo
algum batuque assim
mais feliz...
Me beijas uma mordida na ferida
para matar a sede
mesmo que seja com o pus
da parte que necrosa em mim.
Num vai e vem
nino
Um sono assim
de quem goza
com a brutalidade do suave.
Ana Mendes

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