Abro a porta e as janelas
e deixo a brisa fria
abraçar meu corpo
(queria teus mamilos entumecidos e quentes em minhas costas)
As vezes me perco tanto em minha cabeça
que esqueço do corpo inteiro
tremendo de frio...
As vezes perco tanto tempo
no labirinto bifurcado e infinito da cabeça
que não me demoro sobre teus olhos
(E eles tem um castanho tão laranja e bonito para se demorar
que eu poderia furar os meus olhos de arrependimento)
Futuro é um caminho com um buraco enorme
no próximo passo...
Que você pisa torcendo (quase sempre o pé)
para quem tenha fundo.
A menina que sou
senta no meio da encruzilhada
Abraçando as próprias pernas
e arrudiada de escuro
pensa que enxerga...
Ana Mendes

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