Onde foi parar aqueles poemas sem pretensão?
Aqueles que eram um cuspi em seu próprio rosto?
Onde foi parar a ingenuidade de não saber
Nem o que estava escrevendo?
Apenas expressão de dentro...
Bunito sem sentido...
Agora este maquinado nos dedos
Agora este analítico nas linhas
Perdendo poesia para rima vazia
E no silêncio fúnebre da ausência da resposta
A fome me vaia...
A vaidade
A inveja
O ciúme
Me apodrece...
Nessas horas acoitadas e com a gastrite latejando
Tenho vontade de amputar os dedos.
Ana Mendes

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