Os pingos da chuva
Cavaram a terra:
Os buracos
Parecem olhinhos
Olhando para mim
Pelos sulcos do chão
Me escorri
E desse canto de olho
Solfejo...
A chuva que não há aqui
Na aridez da garganta
Escrevo saliva
Para sulcar a página
De fome
Arfando rimas agudas
De um eu infeliz
Quanto mais penso
Mais cego é
O olho que vê
O que passa ali
O céu esmaece
E eu opaca de anemia
Escrevo para achar
O colorido da poesia
Masco vazio
Catuco umbigo
E a rima aguda-irritante
Finca em meus ouvidos:
Não estás aí...
Ana Mendes
Cavaram a terra:
Os buracos
Parecem olhinhos
Olhando para mim
Pelos sulcos do chão
Me escorri
E desse canto de olho
Solfejo...
A chuva que não há aqui
Na aridez da garganta
Escrevo saliva
Para sulcar a página
De fome
Arfando rimas agudas
De um eu infeliz
Quanto mais penso
Mais cego é
O olho que vê
O que passa ali
O céu esmaece
E eu opaca de anemia
Escrevo para achar
O colorido da poesia
Masco vazio
Catuco umbigo
E a rima aguda-irritante
Finca em meus ouvidos:
Não estás aí...
Ana Mendes

Nenhum comentário:
Postar um comentário