Gosto quando o olho embaça, quando a boca e a voz trepida, faz as imagens e os sons aumentarem de tamanho ao vibrarem em diversas direções. Eu já não sei mais o que quer que seja que exista... Eu via e dizia para mim, bem baixinho, que ia doer, que demorasse e que passasse. Mas doía, como todo o resto do mundo, aquilo que nem eu nem você sabia: o daqui a pouco ou o nunca mais. Porquê eu choro? Porque o corpo em queda, o tempo todo, eufórico, fragmentando-se no ar e em teus olhos, é bunito... Sou a entrega e o que acaba... e antes do impacto, não serei um inteiro abstrato, sendo pedaços retorno ao todo. Então, meu bem... antes de mais nadas e da explosão na minha cabeça:
Ana Mendes

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