I
Minha boca sem graça me sorrir ante ao espelho
disperso o tédio com eletrodomésticos
que me domesticam
De olhos vidrados nas telas
mastigo a comida de isopor
o papel descartável
o suor
e das ervilhas enlatadas
o gosto férreo
Mastigo
é tudo o que sei.
II
Caminho arrastando os ponteiros dos pés
enquanto minha cabeça lateja
para ondes
para quês
porquês
Miro a cidade nas poças
por entre elas
titubeio as horas:
Existo e faço escolhas
é tudo que sei.
Ana Mendes
Minha boca sem graça me sorrir ante ao espelho
disperso o tédio com eletrodomésticos
que me domesticam
De olhos vidrados nas telas
mastigo a comida de isopor
o papel descartável
o suor
e das ervilhas enlatadas
o gosto férreo
Mastigo
é tudo o que sei.
II
Caminho arrastando os ponteiros dos pés
enquanto minha cabeça lateja
para ondes
para quês
porquês
Miro a cidade nas poças
por entre elas
titubeio as horas:
Existo e faço escolhas
é tudo que sei.
Ana Mendes

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