me sinto perdendo o cordão com as pessoas
como se elas fossem uma lembrança desbotada
e às vezes sinto-as tão dentro de mim que enxergo
sua humanidade latejando os olhos
e me emociono choro como criança
que reencontra a mãe perdida
mas a euforia passa e retornamos à indiferença
da repetição cotidiana e a comparação nos mata
enquanto arranco lascas de mim
na tentativa de dar corpo ao desejo
Ana Mendes

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