preciso voltar-me a minha terra a minha ignorância sábia
às tardes da calçada aos pés descalços à mancha do pique esconde
ao impacto da cobra cega do meu rosto defronte
desde então tive medo de fechar os olhos
e o sonho requer abraço de pálpebras e o abandono da nitidez das supostas certezas
mesmo de olhos abertos as coisas inclusive eu imperceptíveis vibramos
neste imanente e constante vácuo e caos externo
é preciso se voltar a nossa subjetividade
isto é o o mais próximo de redenção que há
Ana Mendes
Daehyun Kim


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