Chego em casa as 6h da amanhã.
Me banho e adormeço.
Acordo às 17h e pouco.
Os primeiros alimentos que ingerir
foram lembranças
água e poemas.
Ainda bem que a água
é solvente universal.
Escrevo para saber de mim
e o que mais me afetou
da noite anterior.
E percebo que a poesia
virou narrativa...
É domingo.
Abraço os lençóis
como se fosse
o ontem:
E percebo
que a cabeça
mesmo sem mudar
de direção
Virou os olhos
ao escuro
do quarto...
Ana Mendes

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