Releio-me nos antigos poemas: quantxs já fui! Dessa sensação não sei o quanto é meu... faz um tempo que não venho aqui no papel e ele me parece um estranho ou eu que estou-sou a estranha... arregaçou tanto os poros que não sabe nem o que sente... As folhas rasuradas, o garrancho da fala, aquele outro poema amassado... cadê tu em ti?! - Degolando os dedos em algumas bocas - Não sabe se é movimento ou vazio que tem lhe preenchido a fome, por ser um fluxo tão rápido, sentes vazio... O amanhã nem chegou e teu bucho já se rebuliça todin... Teus livros inacabados, tuas fodas não gozadas, teus te amos engasgados, tua casa mal arrumada... tua incompletude fica cada vez mais aparente! Este teu horror ao tédio te paralisa nessa cadeira de plástico, levanta porra! Permaneces na cabeça e não procurar fazer tua própria janta! Inútil! Continuar ai... te inventando nessas linhas sem ao menos se olhar no espelho! Tão inutilmente criativo que reler as frases de outrora que nunca foram expressas... Tua carência é diretamente proporcional ao quanto sufocas com teus afagos.. Não sei mais o que estou escrevendo Ana! Então vá embora dessa porra agora! Espera
Autor Não Identificado

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