Essas tuas palavras
Que não me dizem nada
São ecos de papagaios!
Teus versos estáticos
Em formas classudas
Entediaram meu estômago!
Quero poesia que soca
Dessas que desconfiguram o rosto!
Quero poesia que me arrebata ou me abata
Com unhas, dentes
E que corrói a pele
E faz sentir um dor fina
No osso
Poesia que morde e assopra
E faz soar no buraco da ferida
Uma gargalhada sádica
Desse ego que vos fala
Poesia que perde a métrica
E a rima
Para gritar estridente
Um algo
Que caos-e'
Em meu ser
Quero poesia
Que me deixe
Quase morto
Me deixe
Arquejando
E me faça
Sentir esse meu oco...
Ana Mendes
Que não me dizem nada
São ecos de papagaios!
Teus versos estáticos
Em formas classudas
Entediaram meu estômago!
Quero poesia que soca
Dessas que desconfiguram o rosto!
Quero poesia que me arrebata ou me abata
Com unhas, dentes
E que corrói a pele
E faz sentir um dor fina
No osso
Poesia que morde e assopra
E faz soar no buraco da ferida
Uma gargalhada sádica
Desse ego que vos fala
Poesia que perde a métrica
E a rima
Para gritar estridente
Um algo
Que caos-e'
Em meu ser
Quero poesia
Que me deixe
Quase morto
Me deixe
Arquejando
E me faça
Sentir esse meu oco...
Ana Mendes

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