Meus lábios febris
Balbuciam poemas doentes
A boca ressecada
Despelou-se outrora
Em beijos secos
Meus olhos mal dormidos
Me faz enxergar as coisas
Num tom opaco e entediado
Percebo meus substantivos
transfigurando-se em verbos;
Rascunho poesia
Para não perder as palavras
Que expressam o agora
Esses meus olhos insones
Inchados
De aparência de choro
Ou de chapados
É o humor desse instante
Que se fora
Deixo a pressa do compromisso
Ir sozinha
E me apazíguo
No batente mais próximo
Para escrever-me
Em fim de tarde
Pouca luz
E fim de página
Porque o que sou
Não cabe no curto
Dor papel.
Ana Mendes
Balbuciam poemas doentes
A boca ressecada
Despelou-se outrora
Em beijos secos
Meus olhos mal dormidos
Me faz enxergar as coisas
Num tom opaco e entediado
Percebo meus substantivos
transfigurando-se em verbos;
Rascunho poesia
Para não perder as palavras
Que expressam o agora
Esses meus olhos insones
Inchados
De aparência de choro
Ou de chapados
É o humor desse instante
Que se fora
Deixo a pressa do compromisso
Ir sozinha
E me apazíguo
No batente mais próximo
Para escrever-me
Em fim de tarde
Pouca luz
E fim de página
Porque o que sou
Não cabe no curto
Dor papel.
Ana Mendes

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