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Ana Paula Mendes de Oliveira: Ana. Existe outra além dessa carapaça que vos fala e isso que enxergas! obs: sem compromisso com a gramática

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sábado, 12 de setembro de 2015

Joaquim, escuros e profundidades

Às vezes me desembesto a escrever poemas  por entre  diálogos e me escondo a cada linha escrita. A Beleza inventada e a Ternura criada existem ali entre o não toque e o não olhar dos olhos. Meus olhos tem uma camada fina de remela que chamo de medo. Percebo  as palavras ganharem vida aqui nesse papel virtual e extraírem meu curto fôlego. Gosto de me procurar aqui e de como as palavras me desmascaram.

"Engraçado" era não saber  que elas  estavam todas aqui, no sangue que meu coração bomba e nesse fluir das  veias junto com as  hemácias, leucócitos, plaquetas e plasma. Agora mesmo,  sinto alguma palavra engasgada em algum do átrios: invenção! A poesia precisa de profundidades, silêncios e solidões, pois  ela é uma mulher abissal e invasiva na sua delicadeza brutal, quando menos espero seus tentáculos me afagam as costas, puxa-me pela nuca sussurrando obscenidades cruéis, como a  fome, a violência, a corrupção e tantas outras. A poesia me enraba a consciência!

Sinto e vejo meus átomos se desprenderam do meu corpo, perco palavras... e isso dói!
Uma dias desses torci a  palavra tornozelo e quase não danço novamente. Nunca sei como começa e terminar o texto, talvez nunca terminará! Olho o meu rosto de menina que me olha de volta o menino que sou e brinco com as aparências que me dão... eu não caibo em vocês! 



Ana Mendes






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