Me perguntaram o que eu iria fazer no dia do meu aniversário. Nos outros anos eu forçava uma alegria súbita, uma animação inexistente... E neste ano, eu só quero ficar em casa, limpa-lá, cozinhar alguma comida gostosa para mim e vê esse meu silencioso existir adormecer nos lençóis com cheiro de amaciante.
Fico emocionada com alguns parabéns, daqueles amigos que mesmo separados, continuamos perto um do outro, partilhando as viagens pessoais sobre a existência e algumas conclusões temporárias de como sobreviver a isto tudo, esta grande besteira besta... é só rindo mesmo! O texto pode parecer meio tristonho, mas não estou. Me sinto mais lúcida... está tudo aí, aqui...
Como falei num texto publicado a alguns dias no facebook, gratidão aos amigos e alguns estranhos que não sabem nem que eu existo, por contribuir com essa processo infinito de subjetividade. A cada outro de mim percebo vocês nesse desdobramento do eu e gostaria de poder mostrar e fazer sentir um pouco da beleza e imensidão, que por vezes me invade os poros e transborda nos meus pequenos versos.
Fico pensado no que ainda tenho para escrever e não sei: silêncio e solidão da boa :p
Futuro é um caminho com um buraco enorme
no próximo passo...
Que você pisa torcendo (quase sempre o pé)
para quem tenha fundo.
A menina que sou
senta no meio da encruzilhada
Abraçando as próprias pernas
e arrudiada de escuro
pensa que enxerga...
Gratidão!
Ana Mendes

Nenhum comentário:
Postar um comentário