Trago na boca o gosto do ontem:
amargo e salgado de suor.
O batom me pintando a boca;
Os dentes escrevendo na nuca;
O caco de vidro é o meu chão
Então, beije-me!
Sempre me calo
No poema que ia te lamber...
Então te sorrio
Um riso molhado
Com a boca e com a buceta
Enquanto
Nossos silêncios falam em línguas;
E gosto do teu suor em meus lábios!
Me calo em barulhos...
Ô besteira besta
Ô besteira besta
E mesmo com olhos cegos
Os corpos veem
A ligeireza do tempo presente
Que escorre na saliva do porvir
E que só
Resiste aqui
Em poemas inacabados
De rima perdida
Ana Mendes
"As garras da felina me marcaram o coração
Mas as besteiras de menina que ela disse, não
E eu corri pra o violão num lamento, e a manhã nasceu azul
Como é bom poder tocar um instrumento"
https://www.youtube.com/watch?t=85&v=sSqU6vgs3Dc

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