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Ana Paula Mendes de Oliveira: Ana. Existe outra além dessa carapaça que vos fala e isso que enxergas! obs: sem compromisso com a gramática

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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

10/10/15

Trago na boca o gosto do ontem:
amargo e salgado de suor.

O batom me pintando a boca;
Os dentes escrevendo na nuca;

O caco de vidro é o meu chão
Então, beije-me!

Sempre me calo
No poema que  ia te  lamber...

Então te sorrio 
Um riso molhado
Com a boca e com a buceta

Enquanto 
Nossos silêncios falam em línguas; 
E gosto do teu suor em meus  lábios!

Me calo em barulhos...
Ô besteira besta

E mesmo com olhos cegos
Os corpos veem
A ligeireza do tempo presente
Que escorre na saliva do porvir

E que só 
Resiste  aqui
Em poemas inacabados
De rima perdida



Ana Mendes

"As garras da felina me marcaram o coração
Mas as besteiras de menina que ela disse, não
E eu corri pra o violão num lamento, e a manhã nasceu azul
Como é bom poder tocar um instrumento"

https://www.youtube.com/watch?t=85&v=sSqU6vgs3Dc

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