11/10/15
I
Limpo esse espelho
Embaçado do olho
Para enxergar o nada
Que sou
No qual posso criar o tudo
Hoje as palavras não me dizem...
O reboco caído
Da minha parede grita-me
A ruína que preciso descer
Para sentir
II
4:45 15/10/15
Minhas palavras degastadas
Meus sentimentos escassos
Não me diz muito
Quando escrevo no papel
Hoje é um desses dias
Em que nem a escrita
Me basta
Muito menos
Beber, comer e dormir.
Escrevo com as mãos trêmulas
E ensaguentadas de tanto socar a página
Na tentativa de reconhecer
Meu rosto desconfigurado
Entretanto
As linhas permanecem
Vazias...
Ana Mendes
I
Limpo esse espelho
Embaçado do olho
Para enxergar o nada
Que sou
No qual posso criar o tudo
Hoje as palavras não me dizem...
O reboco caído
Da minha parede grita-me
A ruína que preciso descer
Para sentir
II
4:45 15/10/15
Minhas palavras degastadas
Meus sentimentos escassos
Não me diz muito
Quando escrevo no papel
Hoje é um desses dias
Em que nem a escrita
Me basta
Muito menos
Beber, comer e dormir.
Escrevo com as mãos trêmulas
E ensaguentadas de tanto socar a página
Na tentativa de reconhecer
Meu rosto desconfigurado
Entretanto
As linhas permanecem
Vazias...
Ana Mendes

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