Berlinda II
O esgoto do meu ser
De estômago dolorido
Mastiga o batom da tua boca na minha
Meu sotaque mascando teu nome de mar, ria...
Meu sotaque mascando teu nome de mar, ria...
Em diálogos ébrios
Disfarço o nervosismo na voz
Porém, as mãos frenéticas gesticulando me entregaMeu juízo corre com as canelas da pressa
E no caminho confuso e bifurcado da conversa
As interrogações são setas...
Tropeço em umbigos
Sorrisos e conflitos
Enquanto acenamos
Em sobrancelhas
Aquilo que a curiosidade
Desperta
Sem despedidas
Teu olhar é eco
No buraco do meu ego...
Ana Mendes

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