Meus olhos eram espelhos para tua vaidade
Bebi de tuas profundidades
E me perdi
No abissal do teu ventre
Caminho por entre
Silêncios e escuros
Tateando absurdos
Arquejando outro
Poema Estúpido
No umbigo ecoa uma voz grave
Que dissimula carinho e bondade
Bombardeia meu juízo
Ao mostrar o outro lado da face:
A feiura de Narciso
Me sorrindo um riso cariado
Balbuciando que aquele também
É meu outro lado...
Não pude negar
Que me via
No reflexo de seu olho vazado.
Amanho a flor de umbigo
Que debilitada me diz:
Corte tomates, não os dedos...
Suas palavras enrustiram
A fissura do peito
Onde escrevo palavrões
Que abafam erros
Enquanto isso
A selvageria acena
Um riso sem dentes
Me beija os lábios
em sonho-pesadelo...
Ana Mendes
Bebi de tuas profundidades
E me perdi
No abissal do teu ventre
Caminho por entre
Silêncios e escuros
Tateando absurdos
Arquejando outro
Poema Estúpido
No umbigo ecoa uma voz grave
Que dissimula carinho e bondade
Bombardeia meu juízo
Ao mostrar o outro lado da face:
A feiura de Narciso
Me sorrindo um riso cariado
Balbuciando que aquele também
É meu outro lado...
Não pude negar
Que me via
No reflexo de seu olho vazado.
Amanho a flor de umbigo
Que debilitada me diz:
Corte tomates, não os dedos...
Suas palavras enrustiram
A fissura do peito
Onde escrevo palavrões
Que abafam erros
Enquanto isso
A selvageria acena
Um riso sem dentes
Me beija os lábios
em sonho-pesadelo...
Ana Mendes

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