Teus versos desconexos, é poesia oral mais do que escrita, Joaquim... Quando lhe escrevia poemas, ela perguntava: porque você faz isso? Nunca consegui responder sua pergunta-surpresa. Acho que era meu jeito de declamar a voz do meu silêncio carinhoso... Sei lá... essa minha tara por criar tem dessas coisas de torna-me um viciado por paixões. Esse meu coração vagabundo quer engolir o mundo, Ana! Tu se engasga meninu! A silhueta da garrafa fica bunita na página.... quando a olhava eu sentia uma vontade de ter um romance com ela, não era nosso tempo de ser sendo. Eu amo no tempo de um poema, instantes... é no agora. Como estender o agora, Ana?! Só pela memória, meninu!

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