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Ana Paula Mendes de Oliveira: Ana. Existe outra além dessa carapaça que vos fala e isso que enxergas! obs: sem compromisso com a gramática

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sobre escrever...

Antes de mais nadas, comece por você, escreva por e para você, como se fosse um diálogo interno, um encontro contigo, escreva, mesmo sem entender o porquê ou para quê; te perderas nas palavras e talvez te saiba nelas, e quando isso acontecer, será espantoso enxergar teus poros e átomos, teu cheiro e gosto tão de perto e fundo. Imploda as grandes pretensões, de ser bom, de parecer péssimo para ser bom, de agradar, de se encaixar, de publicar, ou de grandes plateias-leitores, já que  a gente vive nessa pressão de ser o pica das galáxias e de ostentação (esse negoço de muito auê só mostra as inseguranças, mas ser for o momento, viva isso aí também e bota para fora) só se expresse e seja honesto consigo mesmo, se arisque, se risque, é só você com você e a página, haverá momentos insuportáveis de encarar esse espelho...


Erre!

O erro é abertura para múltiplos sentidos e sentires! Uma palavra dita, escrita, lida errada ou trocada são setas para dentro... ortografia, gramatica e afins, são importantes... a depender da proposta... mas acho que serve mais aos artigos e se você quiser  ser extremamente compreensível pros outros... se não, só solte as palavras nessa porra... e quem quiser sentido, que dê, procure, cave! Sobre temas ou o quê escrever... meninuuuu aquilo lá em cima, honesto consigo, viva o instante e deixe que ele se escreva, angustioso ou não, romântico, sexual, sei lá... se saiba  aí....

Acaba sendo uma terapia, uma meditação, oração para si ou mantra... depende de qual ângulo teu olho olha... aprendi a lição de "escute sua intuição" é a única coisa que temos, e se tu num escuta ela, não sei mais o que você irá se atentar, boe! "Pratique" sensibilidade, se permita afetar-se...

Estilo: tudo é imitação... diria tio chato Aristóteles... a gente começa assim e é normal-comum a semelhança com aqueles que lemos, vivemos, ouvimos. Prática (não force, sinta a necessidade, e force também se quiser) e tempo marcar qual será teu rastro (estilo) e podes ser fluído também... sem forma... oscilando (é o que percebo em mim).... E os erros, ser sendo, como vem atona, irá delinear mais tua singularidade em movimento do que apenas repetir o que já está posto.... Você mesmo será teu escultor...

E no fim do escrito, to falando essas coisas para mim, se lhe servi: MASSA!


Ana Mendes

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