esgrima de egos
e toda a boçalidade
que lhe é possível em
palcos palanques
púlpitos praças
poemas e no
topo do mundo
num punhados
de umbigos
cagando regra
há séculos que só
cabem em seu próprio cu
o que há de você na tua aparência?
o que não é orgulho e vaidade?
o que não é trauma na face?
o que nos difere a fuça
dos detritos da foça?
sacos de ossos e químicos somos
do conhecimento mímicos
setorizando felicidade
em sessões e por embalagens
nos exilando dos nossos
próprios corpos
convivendo
em um não lugar
de ondas de micro
afetos emoticons
sorrisos
e os quase mortos
de pernas e braços cruzados
outros de gestos em cruz
com seu medo teleférico
a letargia de uma geração inteira
me perdoem meu juvenil libido
ainda desejo arrebentar
a vida dos atrios
Ana Mendes

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