Dia da mulher:
lhe ofereço uma cerveja
(na tentativa de tira-la dali)
enquanto um bêbado sentado
ao seu lado
lhe assedia obscenidades...
Levanta-se
pega a cerveja com uma das mãos
e com a outra me puxa pela mão
papiamos algumas formalidades
e um beijo de supetão...
Caminhamos pela festa aleatoriamente,
um parte intrínseca de sua pessoa:
aleatoriedade.
Talvez em sua cabeça ela saiba o que faz
externamente
não entendo...
Beija-me a testa e diz que precisa ir
Vai embora quando menos espero
E deixa-me uma punhalada
a baixo do peito
Quase...
Permaneço sem ar por algumas semanas
e tentando saber mais de sua existência distante
Enquanto o metal perdura no meu pulmão...
Tomei um porre de poesia,
Naquele dia, foi a primeira vez
que dormi no meio fio
sob o luar e de coberta
a noite fria
Dois anos depois
E quando finalmente tiro aquela porra
do meu tronco, que ela
fincou por entre uma costela e outra
Aparece
com olhos mansos
de uma psicopatia dissimulada
Querendo meter o dedo na ferida...
Querida,
se limpe primeiro
tem um sujinho na sua
bochecha esquerda
Deixe-me ajuda-la:
Afago-lhe o rosto
com um soco
que afunda meu
punho em sua maçã...
Hoje
respiro com com dificuldades
e ela sorrir
um sorriso meio torto...
Ana Mendes
lhe ofereço uma cerveja
(na tentativa de tira-la dali)
enquanto um bêbado sentado
ao seu lado
lhe assedia obscenidades...
Levanta-se
pega a cerveja com uma das mãos
e com a outra me puxa pela mão
papiamos algumas formalidades
e um beijo de supetão...
Caminhamos pela festa aleatoriamente,
um parte intrínseca de sua pessoa:
aleatoriedade.
Talvez em sua cabeça ela saiba o que faz
externamente
não entendo...
Beija-me a testa e diz que precisa ir
Vai embora quando menos espero
E deixa-me uma punhalada
a baixo do peito
Quase...
Permaneço sem ar por algumas semanas
e tentando saber mais de sua existência distante
Enquanto o metal perdura no meu pulmão...
Tomei um porre de poesia,
Naquele dia, foi a primeira vez
que dormi no meio fio
sob o luar e de coberta
a noite fria
Dois anos depois
E quando finalmente tiro aquela porra
do meu tronco, que ela
fincou por entre uma costela e outra
Aparece
com olhos mansos
de uma psicopatia dissimulada
Querendo meter o dedo na ferida...
Querida,
se limpe primeiro
tem um sujinho na sua
bochecha esquerda
Deixe-me ajuda-la:
Afago-lhe o rosto
com um soco
que afunda meu
punho em sua maçã...
Hoje
respiro com com dificuldades
e ela sorrir
um sorriso meio torto...
Ana Mendes

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