Para onde quer que fosse, saia de chinelos e roupas folgadas, aquelas com o toque do desgaste da rua, para sempre ter a sensação que estava em casa. Suas cores opacas em tons pasteis, eufemiza o pretume que acompanha o juízo. Cabelos desgrenhados, barba sempre por fazer, sorriso tímido e altivez nas sobrancelhas quando fosse necessário. Tagarela, mas cada vez mais silencioso. Tua pele em carne viva, a imensidão presa no peito e os olhos fumaçando numa torrente de lágrimas. Esse relado das relações humanas tem te parecido tão raso... abraça as palavras, é o que te resta. Mais uma vez o atropelo de tu em tu. É tão ligeiro que tu se sente vazio. Ligeiro. Haja couro que te aguente, Joaquim. Haja couro que te aguente!
Ana Mendes
Ana Mendes

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