Tenho me matado de fome
Nutrindo-me de lixo
Cavando a própria úlcera
Dando sabor a língua com gorduras
Tenho mais medo do tédio do que da morte
E gosto quando as vivências me adentram
O buraco que sou
Ecoa um eu mudo
Grita um eu mal formado
De cordão umbilical enroscado no pescoço
O buraco que sou
Fala em poemas
O que não se diz com a boca
Poemas são instantes costurados
uns nos outros
E o ponto final é apenas mais uma abertura infindável .
Ana Mendes
Nutrindo-me de lixo
Cavando a própria úlcera
Dando sabor a língua com gorduras
Tenho mais medo do tédio do que da morte
E gosto quando as vivências me adentram
O buraco que sou
Ecoa um eu mudo
Grita um eu mal formado
De cordão umbilical enroscado no pescoço
O buraco que sou
Fala em poemas
O que não se diz com a boca
Poemas são instantes costurados
uns nos outros
E o ponto final é apenas mais uma abertura infindável .
Ana Mendes

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