Eu que não caibo mais
No aconchego do colo da minha mãe
E eu que não tenho mais a quentura
Do seu peito:
Bebo
Fumo
Escrevo.
Permito-me divagar
Sentada por entre o caos da cidade
No meio fio da calçada de um bar
Quem dera
Que a revolução
Acontecesse
Na mesma velocidade
Que temos no trânsito
Da correria do dia dia
Para sobreviver
O poema não termina
Porque o caminho
Não é de chega
É de partida
Dói.
E
Eu que não caibo mais
No aconchego do colo da minha mãe
E eu que não tenho mais a quentura
Do seu peito:
Bebo
Fumo
Escrevo.
No aconchego do colo da minha mãe
E eu que não tenho mais a quentura
Do seu peito:
Bebo
Fumo
Escrevo.
Permito-me divagar
Sentada por entre o caos da cidade
No meio fio da calçada de um bar
Quem dera
Que a revolução
Acontecesse
Na mesma velocidade
Que temos no trânsito
Da correria do dia dia
Para sobreviver
O poema não termina
Porque o caminho
Não é de chega
É de partida
Dói.
E
Eu que não caibo mais
No aconchego do colo da minha mãe
E eu que não tenho mais a quentura
Do seu peito:
Bebo
Fumo
Escrevo.
Ana Mendes

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