A cada visita minha solidão se encorpa:
No escuro o silêncio faz ouvir a solidão nua
Que bate em minha porta
Me entra vagarosa
Senta-se sobre meu peito
Acarinha minha nuca e sussurra-me absurdos
Sobre sexo sujo
Meus olhos sonolentos resistem ao porvir
Amedrontados por sonhos desconexos
Que gritam para mim aquilo que escondi
Sonhos são existências não vividas;
Um salto do pensamento deformado
Para dentro e adormecido
Acordada tenho escapado de mim
Acorda
Escapa daqui
Essa mentira-menina rebobinada em poema
Estrangula meus dedos
Me força a escrever presenças
Dos meus eus em quarentena
Contaminada ao dormir
A realidade esvai-se diante de meus olhos
Embaça, escurece:
Sonho [re]existir!
Ana Mendes
No escuro o silêncio faz ouvir a solidão nua
Que bate em minha porta
Me entra vagarosa
Senta-se sobre meu peito
Acarinha minha nuca e sussurra-me absurdos
Sobre sexo sujo
Meus olhos sonolentos resistem ao porvir
Amedrontados por sonhos desconexos
Que gritam para mim aquilo que escondi
Sonhos são existências não vividas;
Um salto do pensamento deformado
Para dentro e adormecido
Acordada tenho escapado de mim
Acorda
Escapa daqui
Essa mentira-menina rebobinada em poema
Estrangula meus dedos
Me força a escrever presenças
Dos meus eus em quarentena
Contaminada ao dormir
A realidade esvai-se diante de meus olhos
Embaça, escurece:
Sonho [re]existir!
Ana Mendes

Nenhum comentário:
Postar um comentário