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Ana Paula Mendes de Oliveira: Ana. Existe outra além dessa carapaça que vos fala e isso que enxergas! obs: sem compromisso com a gramática

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Escuros Silêncios

A cada visita minha solidão se encorpa:

No escuro o silêncio faz ouvir a solidão nua
Que bate em  minha porta

Me entra vagarosa
Senta-se sobre meu peito
Acarinha minha nuca e sussurra-me absurdos
Sobre sexo sujo

Meus olhos sonolentos resistem ao porvir
Amedrontados por sonhos desconexos
Que gritam para mim aquilo que escondi

Sonhos são existências não vividas;
Um salto do pensamento deformado
Para dentro e adormecido

Acordada tenho escapado de mim
Acorda
Escapa daqui

Essa mentira-menina rebobinada em poema
Estrangula meus dedos
Me força a escrever presenças
Dos meus eus em quarentena

Contaminada ao dormir
A realidade esvai-se diante de meus olhos
Embaça, escurece:
Sonho  [re]existir!


Ana Mendes

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